Denial.

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Mulher Vermelha, Volume 3: Natureza Vermelha



Mulher Vermelha, rainha de si mesma
Puta sem inocência, tem sua própria experiência

Negras brancas
Amarelas belezas
Na cor do sangue somos iguais
Somos todas mulheres vermelhas

Está na essência
O sangue de guerreira
Às vezes com ódio e veneno
Mas no fundo todos temos sangue vermelho


Sou rainha, sou eu mesma
Ninguém tira de mim
A essência que me brilha intensa

Luto por companheiras
Que morrem pela luta
Valentes guerreiras!

 Brigamos sem medo
Lutamos por nossos direitos
Seremos eternas, com nome e respeito
Donas de nossa própria verdade

Nascemos puras, nos tornamos putas
Ou nascemos putas, não existimos puras

A natureza é nua, independente e escura
A vontade e a vida é minha
Sou perfeita, natural, nua e crua

Somos mulheres vermelhas
Sempre guerreiras
Protagonistas da nossa história

E soberanas da própria vitória!

sábado, 8 de março de 2014

Mulher Vermelha – 2014, Dia da Mulher! (Manifesto em forma de verso)

Por nós, rainhas da nossa luta!
Soberanas de nossas regras
Soberanas de nossos corpos
Meu corpo, minhas regras!

Por nós, rainhas da nossa luta!
Jamais temendo sair na rua
Contra o machismo e a força bruta
Contra o racismo e homofobia, de todos nós é a rua

Por nós, soberanas de nossas regras
Não sairá impune quem nos atirar pedras
Somos fortes, diferentemente do que pregas!
O corpo é meu, e essas são as minhas regras!

Somos mulheres, mulheres vermelhas
Mas somos também mulheres fortes, perfeitas!
Somos mulheres vermelhas, sempre guerreiras!
E hoje é nosso dia, amanhã também, e sempre, companheiras!

domingo, 2 de março de 2014

Mulher Vermelha, Volume 2: Marcha de Rua

Mulher nua, caminhando na rua
Beleza escura, igualdade sem cura
Estou presa num canto, sem perder meus encantos
Posso um dia estar em prantos, mas não por enquanto

Subo na mesa, derrubo a cerveja
Sou muito extrema, não vou à igreja
Me mantenho independente, mas nunca carente
O que não significa que eu amo sem compreender, o seu amor fervente

Marchando na rua, com faixas escuras
Não interessa se estou nua, de vestido ou de burca
Sou mulher vermelha, sempre guerreira
Não interessa onde esteja, ninguém me despeja.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mulher Vermelha, Volume 1 - Amor Probido


Vivo um amor proibido
Um amor subversivo
Segundo tantos, inconclusivo
Restrito, nesse mundo esquisito

Estranho e descontrolado
Meus companheiros foram apanhados
Pau e pedra nos pobres coitados
Tudo culpa de servos soldados

Mas luto e consigo
Venha marchar e gritar comigo
Venha vingar meus amigos
Sem fazer o que fazem contigo

Sou mulher guerrilheira
Sou mulher vermelha
Sempre guerreira
E que jamais se ajoelha.