Queria estar num lugar onde os sentimentos não fossem tratados como frescura.
Queria estar num lugar onde as pessoas não fossem tão obcecadas pelo trabalho.
Queria estar num lugar onde eu pudesse chorar quando eu quisesse.
Queria estar num lugar onde as pessoas se abraçam mais.
Queria estar num lugar onde as pessoas amam mais.
Queria estar num lugar onde as pessoas pudessem saber mais.
Queria estar num lugar onde as pessoas pudessem fazer mais.
Denial.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Dez poemas.
Um poema
Duas letras
Três palavras
Quatro frases
Cinco parágrafos
Seis páginas
Sete capítulos
Oito livros
Nove manuscritos
Dez versinhos.
Mundanças no nome de blog
Por algumas razões, estou mudando o nome do meu blog.
Algumas coisas estão mudando, afinal o ano é novo, a pessoa é nova, as ideias são novas, o mundo é novo, a cabeça é outra.
Um bom ano a todos.
Smok
Algumas coisas estão mudando, afinal o ano é novo, a pessoa é nova, as ideias são novas, o mundo é novo, a cabeça é outra.
Um bom ano a todos.
Smok
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O Ano da Treva
O ano da treva
Dois mil e treze
Termina com treze!
Treze de treva
Que ano foi este?
Quantas coisas eu vi?
Quantas coisas você viu?
Quantas pessoas você
conheceu?
Quantas pessoas você amou?
Quantas ideias encontrou?
De quantas manifestações participou?
Quantos lugares visitou?
Quantos eventos comemorou?
Inúmeros de todos!
Ao som de muitas vozes
E de peculiares violinos
Escutamos muitos risos
Cantamos muitos hinos
Encontramos um destino
Não um ano novo
Mas muitos vindo
Vitórias presentes
E vitórias futuras
Somos fortes
Somos invulneráveis
Somos ricos e somos pobres
Depende tudo do sentido
Temos azar ou temos sorte
Somos todos no fundo aprendizes
Ano da treva que se vai
Deixará saudades ilegais
Mas que venha a novidade
Que venha a nova idade!
Não importa quem veio ou quem vai
Somos todos de sangue vermelho
Somos sempre todos iguais
Dancemos a última dança
Cantemos o último cântico
Sei que há algo no ar
No triunfante ano que vem.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Na música sempre há esperança
Simplesmente a minha performance favorita de uma das minhas músicas favoritas com meus intérpretes favoritos e na minha versão favorita.
Tudo isso depois de cinco anos vendo apenas gravação de fã feita com celular.
❤
Tudo isso depois de cinco anos vendo apenas gravação de fã feita com celular.
❤
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O monstro dentro de cada um de nós.
Um monstro vive dentro de cada um
de nós.
Ele é um monstro grande, forte,
violento e, no entanto, muito paciente.
Às vezes nos exaltamos e este
monstro acaba por nos controlar, mesmo que por um mísero segundo. E quando ele
nos controla, um exército inteiro nos ataca.
Não importa o quanto controlamos
o monstro. Não importa o quão bons tentamos ser.
Seremos bons a vida inteira, e
entre as milhares de qualidades que temos e que dão orgulho às pessoas, sempre
teremos um defeito que, apesar de cercado de qualidades, será nossa
característica mais notada.
Eu sempre faço as melhores
coisas. Dou orgulho às pessoas.
Mas todos temos dias ruins. Dias
em que a ausência de alegria, otimismo e afeto nos tornam mais vulneráveis em
relação ao monstro. E em alguns momentos, raros, porém não inexistentes,
perdemos a cabeça e deixamos o monstro escapar. Às vezes é tão sutil que nem
percebemos. Mas as outras pessoas não – elas encaram aquilo como um absurdo. Um
ultraje.
Ninguém vem perguntar o que
aconteceu de errado, ninguém se importa se você está se sentindo bem ou não.
Falta individualidade. E eles confundem isso com individualismo. É um problema
sério. Não sei se foi o caso. Mas acontece.
Admitimos que erramos. Buscamos
melhorar. O tempo todo. Ouvimos o que as outras pessoas têm a dizer, para que
aquilo nos torne pessoas melhores.
Mas se cometemos um único erro, o
monstro faz questão de cutucar a onça com uma vara curta. Um único erro, entre
milhares e milhares de acertos, nos leva ao fundo do poço, nos coloca como se
fossemos lixos o tempo todo.
Somos humanos. Precisamos de
espaço. Porque só assim teremos as ferramentas para manter o monstro quieto no
canto dele, sem machucar ninguém.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Às vezes acho que sou otimista demais.
Não acredito que vamos salvar o
planeta do aquecimento global. Não acho que conservaremos os recursos naturais.
Não acho que vamos conseguir fazer uma revolução em que todos saiam ganhando.
Pelo menos não em pouco tempo. E também não acho que se ela acontecer ela durará.
Não acho que um dia não haverá
diferenciação entre seres humanos. Mulheres, gays, prostitutas, estrangeiros,
pobres, ateus, religiosos, sempre sofrerão por algo que nem é culpa deles. Não
importa a origem. Não importa a raça. Os únicos “bons” continuarão sendo homens
brancos, heterossexuais, fundamentalistas, que se mostram superiores diante de
todos que são diferentes. Mesmo de mulheres brancas, heterossexuais e louras de
olhos azuis, como a mídia gosta.
Não acho que um dia não haverá
fome. Não acho que a África será desenvolvida. E talvez nem mesmo a América
Latina.
Não acho que um dia todos seremos
iguais. Não há interesse por parte dos grandes que todos sejamos iguais.
Porque isso? E espera aí, seu título não dizia que você se achava otimista
demais? Não está se contradizendo?
Aham. Estou. Posso estar. Ou não.
Porque com todo esse pensamento
negativo, eu ainda guardo em resquício de esperança em algum lugar. A
humanidade está um lixão, ou sempre foi. Na verdade, eu particularmente acho
que o pouco que mudou, só piorou. Mesmo com ~algumas~ conquistas sociais, as
quais nem sempre são respeitadas. Porém, por mais que eu não veja futuro, eu
não deixo de acreditar que é necessário lutar por ele. Não podemos nos dar como
vencidos, nos contentar com o que vemos.
Dizer para uma pessoa “não é você
que vai mudar o mundo” é, em minha opinião, uma grande lorota. Cada pequena
ação faz diferença. Não interessa que ninguém viu. Que ninguém se importa. Você
deve saber que está fazendo a sua parte.
Você não é mais um número na
população. Você não é insignificante. Você é um ser humano, um ser humano
dotado de razão, a qual está lá para ser usada. Tens o direito de acreditar no
que quiser – o que acaba sendo, infelizmente, uma das causas do “nunca seremos
iguais”, mas é o senso de igualdade necessário que quase ninguém enxerga.
Não se muda o que nunca mudou. A
humanidade sempre foi a mesma. As tecnologias que surgiram, os conhecimentos
que se espalharam, as reflexões que aconteceram, as pessoas que governaram,
tudo continua igual. A hierarquia se mantém a mesma desde que o primeiro homem
disse que algo era “seu”. Ou será que mesmo antes disso essa hierarquia já não
existia?
Os mesmos detêm o poder. Os
mesmos continuam controlados. Os mesmos tiram vantagem. Os mesmos são
desgraçados.
Estou sendo otimista.
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